Reinaldo Ribeiro

Textos da autoria de Reinaldo Ribeiro

A Reunião

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12 Julho, 2017

À Ana   Era uma reunião, digamos, de solidariedade. No salão de uma igreja, nos subúrbios do Rio de Janeiro, homens e mulheres bem intencionados da classe média carioca – realço, classe média, porque esta classe era vista, por si própria e pela esmagadora maioria da população brasileira, como uma classe rica, culta e dominante […]

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O Outono

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28 Junho, 2017

À Lua, minha neta.   Como são deprimentes as folhas mortas das árvores. Vejo-as a cada Outono, com uma cadência perturbadora, pintarem de tédio e de nostalgia os longos caminhos da minha existência. É o tempo em que tudo é morno: o ar, a luz, o sol, a sombra, e até os pensamentos estão sujeitos […]

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Um Homem Inesquecível

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14 Junho, 2017

Ao Alípio de Freitas Falar de Alípio de Freitas, um paladino da simplicidade e de quem há tanto para dizer, torna-se, para mim, uma tarefa extremamente difícil e, forçosamente, incompleta. Na história da humanidade têm surgido, de tempos a tempos, homens e mulheres que se notabilizaram pelos seus feitos, sejam eles no campo da cultura, […]

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Caminho do Pôr-do-Sol

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31 Maio, 2017

A CAMINHO DO PÔR-DO-SOL As poderosas trevas vencem a luz do dia e a noite miste­riosa instala-se vitoriosa. O luar, claríssimo e brando, surge do nada e enche a mata de sombras mornas. Desenha paisa­gens enfeitiçadas nas águas man­sas do rio que com elas levam os sonhos, as tristezas, e as ale­grias dos homens. As […]

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Trinta Anos Depois

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19 Abril, 2017

  Era Abril e éramos jovens. Tão jovens que, apesar da longa noite, negra e tempestuosa, ainda sonhávamos, e muito! Esbanjávamos fraternidade, esperança, amor e sonhos. Estes, embora envergonhados e temerosos, lograram concre­tizar-se naquela aurora longínqua. Exigimos então, despreocupada e incautamente, tudo o que nos roubaram. Tínhamos essa ambição pois éramos sim­ples, mas também éramos […]

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Quintal e Inverno

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14 Abril, 2017

O QUINTAL E O PRENÚNCIO DO INVERNO O dia adormecia lentamente naquele fim de Outo­no. No céu, as nuvens levadas pela brisa ainda morna, amon­toavam-se em arquitecturas fantásticas, cada vez mais som­brias. Uma senhora, idosa, arrasta com dificuldade a cadeira para junto de uma janela. Senta-se e olha, sem ver, o mundo físico que a rodeia: o […]

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Do Céu e do Inferno

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8 Abril, 2017

Será amargo o travo da morte, e serão necessárias metá­fo­ras para o suavizar? Não me desagrada seguir o inevitável curso do destino só para descobrir se a maré lenta que conduz a vida humana desa­gua ou não na tão apregoada imortalidade. Mas eu não quero a imortalidade terrena. Quero viver esta vida intensamente, pois considero-a […]

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