Destino de Finalistas

By  | 20 Abril, 2017 | 0 Comments | Filed under: Notícias

O assunto está na ordem do dia e teve grande destaque por parte dos media.

Duma viagem de finalistas já se espera diversão. No entanto, parecem existir as diferenças culturais entre as viagens dos portugueses e espanhóis. Os portugueses procuram sobretudo noite e festa, sem monitores, já os espanhóis vêm acompanhados de professores e tem itinerários mais culturais.

A região da Grande Lisboa é uma das mais procuradas. No entanto, há um destino em particular que recebe muitos finalistas espanhóis nesta época, a Costa da Caparica.

Numa reportagem publicada, a semana passada, no site Nit podemos perceber qual o impacto deste tipo de turismo:

A poucos metros do mar, há um hotel de duas estrelas que começou a receber grupos de espanhóis no ano passado. Na perspetiva da rececionista do espaço, a Costa da Caparica está a ser de facto muito procurada na época das viagens de finalistas. Há muito espanhóis, é verdade, mas também italianos e alemães. Chegam nos meses de abril e maio, às vezes as reservas estendem-se até junho.

Este ano, o hotel já recebeu dois grupos, mas ainda estão à espera de mais quatro. “Mas não ficam muito tempo. Uma, duas, às vezes três ou quatro noites. Porque eles não vêm só para aqui, passam também por Lisboa. Fazem um programa mais cultural.”

A rececionista não tem queixas de nenhum dos grupos que o hotel recebeu até agora. Como são um espaço pequeno, recebem aproximadamente 20 estudantes de cada vez. Os espanhóis, que vêm sobretudo de Madrid, Málaga, Pontevedra e do País Basco, são um bocadinho barulhentos, mas bem comportados. “Se lhes dissermos alguma coisa, eles aceitam. Os professores também são atentos, preocupados.” Mais complicados são talvez os alemães, que também já passaram por lá este ano: “Nesse caso, o problema é o excesso de álcool”.

Ali perto, há outro hotel de duas estrelas que costuma receber grupos de finalistas. “Com os estudantes espanhóis não temos tido problema. Os portugueses são piores”, diz à NiT um dos funcionários. O caso mais complicado aconteceu há dois ou três anos, quando o espaço recebeu um grupo de 70 a 80 alunos portugueses. Estiveram durante duas noites no hotel, e provocaram vários estragos.

Tudo depende do grupo. Há alunos portugueses que não causam problemas, que entram e saem do hotel sem provocar qualquer tipo de distúrbio. No entanto, os grupos espanhóis chegam mais “controlados”. “Os professores estão sempre em cima deles, a garantir que não há problemas.” Então e os professores portugueses? “Às vezes os alunos não prestam muito atenção, ou não querem saber o que dizem. Há docentes também que ficam calados e não dizem nada.”

 

 

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