Viver na Costa

By  | 23 Maio, 2018 | 0 Comments | Filed under: OPINIÃO, Reinaldo Ribeiro

A vida na Costa de Caparica tem encantos amplamente reconhecidos, que enchem de orgulho os seus naturais e aqueles que escolheram aqui residir.

O mar, as extensas praias, a arriba fóssil, a paisagem, o parque urbano, a característica ‘arte xávega’, o peixe fresco e a tranquilidade da cidade são alguns dos seus vários atractivos.

No entanto, paralelamente, avolumam-se incómodos para os seus habitantes, tais como, as acessibilidades, a deficiente limpeza urbana, a ausência de certos serviços públicos e privados, etc.

Um desses inconvenientes, aqui relatado, tem a ver com o estacionamento automóvel.

A rua Mestre Romualdo, é uma rua curta, paralela à rua Catarina Eufémia, entre as ruas Dr. Francisco de Noronha e Agro Ferreira ou Mista. Nela não existe qualquer sinalização vertical ou horizontal que delimite áreas de estacionamento para os seus poucos moradores.

Porém, entre Junho e Setembro é obrigatório que os proprietários das viaturas se identifiquem como residentes e que coloquem o respectivo dístico com a autorização do estacionamento na rua, sob pena de serem autuados.

Segundo uma circular da ECALMA (que este ano não foi colocado no vidro dos carros, como era habitual) os proprietários de veículos deveriam deslocar-se a um balcão da ECALMA nas exíguas instalações da Junta de Freguesia no Mercado Municipal, até 31 de Maio, para obterem a respectiva autorização de estacionamento da sua viatura. Nesta circular exigia-se a apresentação dos seguintes documentos: Cartão do Cidadão, a titularidade do imóvel ou o contrato de arrendamento e o livrete da viatura.

Após longa espera fui atendido e mostrei os documentos solicitados. Logo me pediram a apresentação de uma conta recente (de luz, gás, TV, etc.). Lembrei que esse documento não era exigido na Circular e, como não tinha nenhum comigo, fui forçado a voltar uns dias depois e apresentá-lo, se quisesse estacionar legalmente na minha rua.

Após o preenchimento de um formulário com os meus dados pessoais, pediram-me ainda o NIF (?) e fotocopiaram os meus documentos (não sei se isso é legal). Com tão profunda identificação senti-me como um suspeito de algum crime quando, afinal, eu só queria justificar o estacionamento do meu carro na rua onde moro permanentemente.

Perguntei o que a ECALMA me dava em troca por toda aquela burocracia, pois não existem na minha rua lugares demarcados para o estacionamento das viaturas dos moradores. Em anos anteriores, fui obrigado a estacionar longe de casa, sujeito a ser autuado se estacionasse fora da zona de residentes, segundo informação da ECALMA, porque a rua estava ocupada com carros de forasteiros.

Compreendo a necessidade de justificar que sou residente, mas julgo que isso me deveria dar o direito de estacionar o meu carro na rua onde resido, se para tal houvesse sinalização adequada.

A Costa de Caparica é o lugar que escolhi para viver e onde me sinto bem, porém há coisas que precisam de ser corrigidas pelos órgãos competentes, sem olhar apenas para os seus aspectos burocráticos.

Reinaldo Ribeiro

(residente permanente na Costa de Caparica)

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