FONTE DA TELHA, UMA TARDE DIFERENTE.
Na esplanada do “Bambú”, na Fonte da Telha, já passados mais de quarenta anos, quando aí havia uma piscina, recordo um pouco o meu passado, nesses anos agitados e já distantes, quando ainda não respirávamos a verdadeira Liberdade. Um tempo longínquo, tempo de mudanças, de muitas mudanças.
Hoje, olhando o mar e a praia com a bandeira verde, fico entregue, fascinado com tanta beleza. O sonho cumpriu-se e os Homens estão a entender-se. Ouço, nas mesas mais próximas, vários idiomas, de tantos, que estão a escolher este Portugal para passarem os seus momentos de lazer, as suas férias, num país que os acolhe com carinho e segurança.
O mar da Costa da Caparica e as suas praias estende-se até aqui, nesta imensa língua de areia branca, limpa, convidativa para quem a quiser pisar, enfrentar as ondas brancas deste oceano azul, ou ficar no areal a bronzear os seus corpos. É 30 de Julho, uma segunda-feira, e os carros dos veraneantes enchem os parques, nesta tarde amena de Verão.
“O lugar onde o homem não precisa de lei porque a sua liberdade está liberta para o amor e para a comunhão”.
António José Zuzarte, Fonte da Telha, 30 de Julho de 2018.






