3ª Ponte Outra Vez

By  | 29 de Julho, 2019 | 0 Comments | Filed under: Notícias

A construção de uma terceira ponte sobre o rio Tejo pode vir a ser concretizada até 2030. Após o cancelamento da ligação entre Chelas e Barreiro, no Governo de Sócrates, o PS voltou a colocar a hipótese em cima da mesa, dando prioridade a esta infraestrutura 10 anos de ter sido anunciada.

O interesse na construção da ponte foi divulgada pelo Jornal de Negócios esta quinta-feira, 18 de julho.

Em linha reta, a distância entre Chelas e o Barreiro rondam os 10 quilómetros, enquanto a Vasco da Gama, que liga Moscavide e Sacavém ao Montijo tem 12,3 quilómetros de comprimentos e a mais antiga, a ponte 25 de Abril, tem cerca de 2.300 metros.

O que estava originalmente previsto?

O então primeiro-ministro José Sócrates lançou em 2009 um concurso para a construção de uma terceira ponte sobre o Tejo rodoviária e ferroviária. O pressuposto era escoar o trânsito que se começava a acumular nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama.

Porque foi cancelado?

A instalação de uma crise global entre 2007 e 2008 a par da crise das dívidas soberanas, afetou seriamente as contas de Portugal durante os anos seguintes, levando ao cancelamento de muitos projetos.

Apesar de parte do investimento ser de Bruxelas, o concurso foi cancelado pela “significativa e progressiva degradação da conjuntura económica e financeira de Portugal”, avançou o governo de Sócrates em 2010.

Qual era o investimento previsto?

Até à data em que o concurso foi cancelado, em setembro de 2010, estava previsto um investimento entre 1,7 mil milhões de euros e 1.9 mil milhões de euros, sendo que 171 milhões de euros estavam garantidos por parte de Bruxelas.

O que aconteceu?

Após o concurso ter sido lançado para as empresas de construção, e do processo ter avançado lentamente, a Escola Secundária Afonso Domingues, na zona da Madre Deus, em Chelas, foi encerrada para servir o propósito da ponte que seria então construída.

A Escola Secundária Afonso Domingues, onde José Saramago estudou, fechou as portas a 23 de março de 2010, por ordem do Ministério da Educação, tutelado por Isabel Alçada, ainda antes do cancelamento da construção.

O objetivo seria aproveitar para construir a travessia, ligando o TVG às restantes linhas que seguiriam para norte. A escola, que contava com 131 anos de história e 290 alunos, fechou portas em setembro do mesmo ano.

Qual é a aposta agora do PS?

O PS avançou com mais de 100 projetos, sendo a terceira ponte sobre o Tejo um deles, avançou hoje o Jornal de Negócios. A sua construção é justificada como “integrada numa visão nacional de desenvolvimento harmonioso da Área Metropolitana de Lisboa, que responda às necessidades das populações e da economia nacional”.

Quem apoia a construção da TTT?

Em concordância com o PS, estão o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português, para a então construção de uma ponte que ligue Chelas ao Barreiro até 2030. Embora exijam diferentes valências, os parceiros do atual Governo apoiam a construção de algo que já deveria ter sido concluído.

Quem apoia o quê?

O PCP apoia que a futura ponte deve ser rodo-ferroviária, à semelhança da ponte 25 de Abril.BE pretende que a terceira travessia seja exclusivamente ferroviária, algo que justificam pelos “constrangimentos” resultantes do contrato já existente com a Lusoponte. Para os bloquistas, este programa teria de ser executado até 2040,

O que está previsto?

Como consta de uma proposta para o Programa Nacional de Investimentos para 2030, o PS não avançou qual a tipologia da futura infraestrutura.

Qual o investimento previsto até 2030?

No Programa Nacional de Investimentos para 2030, o grupo de trabalho definiu que seriam dedicados perto de 22 mil milhões de euros em áreas que envolvessem Transportes e Mobilidade, Energia, Ambiente e Regadio.

Havia mais planos para uma terceira travessia do Tejo?

Em 2005 foi discutida a possibilidade de construção de uma terceira travessia sobre o Tejo, mas entre Algés e a Trafaria.

Esta ponte ou túnel teria um custo entre 550 milhões e 750 milhões de euros.

Esta discussão partiu das conclusões de um estudo então realizado que afastava a possibilidade de construir uma ponte rodoviária e ferroviária.

“O Governo concorda com as conclusões do estudo”, disse em janeiro de 2005 o ministro das Obras Públicas e Transportes, António Mexia, citado pela Lusa.

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