Mafalda Lopes – Menina do Mar

By  | 10 de Outubro, 2019 | 0 Comments | Filed under: Notícias

Mafalda Lopes é natural de Lisboa, mas parece ser no mar da Costa da Caparica que se sente em casa. No dia 15 de Setembro sagrou-se campeã europeia júnior da World Surf League (WSL). O mesmo título já havia sido conquistado para Portugal, em 2016 e 2017, por Teresa Bonvalot.

Com 18 anos, a surfista já conta com um extenso currículo: campeã europeia de sub-18 do Eurosurf, em 2016, vice-campeã europeia Sub-18 no Eurosurf, em 2018, segundo  lugar na Liga Meo, no Porto, campeã Rookie Rippers (Surf Snowdonia), melhor júnior da Liga Meo e vencedora da edição de 2018 do Tiago Pires Award by ANSurfistas.

Mas como nos conta nesta entrevista, ainda há muito mar para surfar.

És a nova campeã da Europa de surf na categoria de juniores. Que balanço fazes da tua prova nos Açores?

Em relação à minha prova dos Açores fiquei muito contente com a minha prestação porque alcancei o meu objetivo para o qual trabalhei nestes dois últimos anos, que era ser campeã europeia no Pro Júnior europeu. 

Com esta conquista, garantiste o primeiro título europeu da tua carreira, assim como a presença no Mundial Júnior da categoria. Como tens gerido as emoções dos últimos dias?

A conquista deste título foi o alcançar de um sonho, mas apesar disso tenho que manter os pés assentes na terra, porque o trabalho não acabou, apenas começou.

Quais as tuas expectativas para o Mundial da categoria?

As minhas expectativas para a final do Mundial júnior são alcançar o melhor resultado possível, embora ainda não saiba as características da competição. Sei apenas que se irá realizar no Taiwan, nos finais do mês de Novembro, início de Dezembro.

Preferes a pressão duma competição ou o prazer de um free surf?

Ambas são emoções muito boas e uma completa a outra, sobretudo quando alcançarmos uma vitória no final da competição.

Dentro de água, em cima da prancha, há espaço para medos?

Dentro da água há sempre o receio e o respeito pelo mar e também e pelo adversário.

Com que idade começaste a praticar surf? Partiu de um desejo teu ou foste influenciada por alguém?

Comecei a praticar surf com 11 anos de idade. A minha irmã iniciou-se no surf primeiro, eu interessei-me e decidi experimentar, desde aí não quis outra coisa.

Onde costumas praticar? Praticas todos os dias?

Pratico essencialmente na Costa da Caparica e quando as condições não são as ideais vou com o meu treinador e a minha turma para outras praias, praticando geralmente quatro a cinco vezes por semana.

Sentes que te privas de muitos momentos típicos da adolescência em função dos treinos?

Sim, sinto que me privo de alguns desses momentos mas são sacrifícios que fazem parte da vida de um atleta que tem objetivos a atingir.

Praticas mais algum desporto como complemento?

Pratico outros desportos, ando de skate e faço exercício físico, mas com a carga horária das aulas é sempre complicado.

O que mais te apaixona no surf?

É um desporto que tem um grande contacto com a natureza e a sensação de liberdade que nos transmite é fantástica .

Quais as tuas maiores referências nesta modalidade?

As minhas maiores referências nacionais são o Tiago Pires e o Kikas, por terem trabalhado tanto e abdicado de muitas coisas para chegar onde queriam. A nível internacional admiro bastante o Griffin Colapinto, devido ao seu nível de surf e à sua atitude e personalidade. 

Que sustos maiores já apanhaste no mar?

Nunca apanhei nenhum susto muito grande, mas já tive bastantes dias em que tive medo do mar, mas felizmente nunca me aconteceu nada de grave.

Qual é a tua viagem de surf de sonho, aquela onde estão as ondas mais desejadas?

Sempre sonhei em ir às Maldivas pois é um sítio paradisíaco com água quente e ondas perfeitas! 

Já surfaste no Havai, na Indonésia. Estas provas partem de um investimento pessoal ou tens sempre patrocínios e apoios a acompanharem-te?

A minha viagem ao Havai deveu-se ao prémio do Tiago Pires que me ofereceu o bilhete de ida e volta. (n.r. Como vencedora do Tiago Pires Award by ANSurfistas) Já a Indonésia partiu do investimento pessoal.

Os teus pais costumam acompanhar-te nestas viagens?

Nem sempre é possível os meus pais acompanharem-me em todas as viagens devido aos seus custos.

A quem se está a iniciar agora nestas andanças, que conselhos dás?

O mais importante num atleta é a capacidade de acreditar em si mesmo e querer ser melhor todos os dias. E nunca desistir, apesar de alguns momentos serem difíceis temos que aprender com os nossos erros.

Como te imaginas daqui a dez anos?

Gostaria de estar a viver do surf entre as melhores do mundo e é para isso que vou trabalhar.

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