Caravela Portuguesa

A espécie Physalia physalis (Caravela-Portuguesa) está, de momento, a ocorrer em toda a costa Portuguesa, incluindo nos Açores e Madeira.

Entre as espécies que ocorrem em Portugal, a Caravela Portuguesa é a que exige mais cautela. Influenciada por ventos e correntes de superfície, é frequentemente avistada na nossa costa. Apresenta um flutuador em forma de “balão” de cor azul e, por vezes, tons lilás e rosa; os seus tentáculos podem chegar aos 30m de comprimento e são muito urticantes, capazes de provocar graves queimaduras. Por isso, é importante relembrar que não se deve tocar nos tentáculos, mesmo quando a Caravela portuguesa aparenta estar morta na praia.

O GelAvista, relembra os cuidados a ter em caso de contacto com os tentáculos de uma caravela: deve limpar bem a zona afetada com água do mar e retirar quaisquer pedaços de tentáculos que possam ter ficado presos na pele. Poderá aplicar vinagre e bandas quentes e deverá procurar assistência médica.

Conselhos em caso de contacto com caravelas-portuguesas

  • –  Não esfregar ou coçar a zona atingida para não espalhar o veneno;
  • –  Não usar água doce, álcool ou amónia;
  • – Não colocar ligaduras;
  • – Lavar com cuidado com a própria água do mar;
  • – Retirar com cuidado os tentáculos da água-viva (caso tenham agarrados à pele), utilizando luvas, uma pinça de plástico e soro fisiológico ou água do mar;
  • – Aplicar vinagre no local atingido;
  • – Aplicar bandas quentes ou água quente para aliviar a dor;
  • – Consultar assistência médica o mais rapidamente possível.

Conselhos em caso de contacto com águas-vivas

  • – Não esfregar ou coçar a zona atingida para não espalhar o veneno;
  • – Não usar água doce, álcool ou amónia;
  • – Não colocar ligaduras;
  • – Lavar com cuidado com a própria água do mar;
  • – Retirar com cuidado os tentáculos da água-viva (caso tenham agarrados à pele), utilizando luvas, uma pinça de plástico e soro fisiológico ou água do mar;
  • – Se possível, aplique bicarbonato de sódio misturado em partes iguais com água do mar;
  • – Aplicar gelo, enrolado num pano, no local atingido para aliviar a dor.

A desenvolver a sua atividade desde 2016, o programa GelAvista tem vindo a envolver os cidadãos na ciência para a necessária recolha de informação sobre a ocorrência ou inexistência de organismos de aspeto gelatinoso na costa Portuguesa. Recebe informação sobre a presença de organismos gelatinosos, alertando a população, e transmite informação científica sobre as espécies, bem como os cuidados a ter em caso de contacto direto com a pele. 

Qualquer ocorrência desta ou de outras espécies de organismos gelatinosos poderá ser comunicada ao programa GelAvista. A informação de cada avistamento (data, local, número de organismos e fotografia com objeto a servir de escala) deverá ser enviada para o email plancton@ipma.pt, ou através da aplicação GelAvista disponível na Play Store para sistemas Android.

Na página de facebook do GelAvista são frequentemente partilhadas as mais recentes ocorrências de organismos gelatinosos em Portugal, e no sítio gelavista.ipma.pt está também disponível informação sobre as espécies.

O Gelavista pretende continuar a contar com a colaboração da população para estudar e compreender a dinâmica dos organismos gelatinosos a larga escala em território nacional para que, no futuro, seja possível a previsão destas ocorrências.

Notícias da Gandaia

Jornal da Associação Gandaia

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