Concurso Reforça Transportes

Concurso público internacional prevê um aumento de 47 por cento na oferta rodoviária do conjunto dos concelhos de Almada, Seixal e Sesimbra.

O distrito de Setúbal será 0 “mais beneficiado” com o aumento da oferta rodoviária previsto no novo concurso internacional lançado pela Área Metropolitana de Lisboa (AML), afirmou Carlos Humberto de Carvalho, primeiro-secretário da AML, que justificou o reforço previsto para a Margem Sul do Tejo com o facto da zona ser também aquela onde o transporte rodoviário é hoje mais deficitário.

O responsável falava após a apresentação do “maior concurso” alguma vez lançado em Portugal para os transportes rodoviários na Grande Lisboa, de acordo com Sérgio Pinheiro, director do departamento de Gestão e Planeamento dos sistemas de transporte e mobilidade. A “dimensão significativa” do concurso, “até pelos padrões internacionais” foi também sublinhada por Fernando Medina, presidente da câmara lisboeta e do conselho metropolitano da AML, que destacou o facto da nova aquisição do serviço rodoviário servir cerca de “um quarto da população do país”, isto é, um total de 2,7 milhões de pessoas, que vivem nos 18 municípios da região. Almada (assim como Seixal e Sesimbra) é o concelho que, segundo os mapas apresentados, concentra grande parte das novas carreiras, passando a contar com mais 43 novas carreiras.

Ao todo são quatro os lotes a concurso – dois em cada margem do rio –, sendo que nenhum operador poderá ganhar mais do que 50 por cento do conjunto do serviço que será adjudicado. Os concelhos de Almada, Seixal e Sesimbra integram o Lote 3 – Sudoeste e terão um reforço médio do serviço rodoviário de 47 por cento. Os critérios do concurso estabelecem a exigência de renovação das frotas e, no arranque da operação, não serão admitidos veículos com mais de 16 anos, sendo que a idade média da frota não pode superar os oito anos. A exigência aumenta ao quinto ano da concessão, em que os veículos não poderão ter mais de 12 anos e a idade média da frota não pode superar os seis anos. Exigências, aliás, que penalizam principalmente a Transportes Sul do Tejo (TST), que assegura o actual transporte rodoviário em toda a península de Setúbal, cuja frota tem uma média de idade entre 15 e 20 anos, de acordo com os sindicatos.

Diz ainda o regulamento que o factor preço pesará 85 por cento na escolha do vencedor, enquanto que a qualidade e quantidade da frota representa 15 por cento. Previsto para sete anos, o novo concurso obriga a um investimento que ascende a 1,2 mil milhões de euros. O concurso lançado deverá ser adjudicado em Agosto, podendo os novos veículos estar em circulação em meados do próximo ano e, quando o processo estiver concluído, todos os autocarros que circulam na Grande Lisboa operarão sob uma marca única: Carris Metropolitana.

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Jornal da Associação Gandaia

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