Contentores na Trafaria???

PiresLiaO Ministro da Economia, Pires de Lima, afirmou ao Jornal de Negócios que “Há interesse de privados na Trafaria e no Barreiro” para o porto de águas profundas, apesar de adiantar que são duas alternativas que estão em estudo, sublinhando que na decisão não será indiferente a opinião dos autarcas da margem sul.

“São as duas hipóteses que estão a ser estudadas. Nos dois casos com investimento público zero ou tendencialmente zero. E a noção que existe do modelo de negócio fomenta o interesse de privados”, afirmou.

Pires de Lima sublinhou que “vemos com muito bons olhos os sinais que vão sendo ouvidos por parte de autarcas da região”, assinalando que “não temos nenhuma obsessão focada para desenvolver na margem sul”.

O ministro realçou que a capacidade dos terminais de Alcântara e Santa Apolónia não ultrapassará um milhão de TEU, o que significa que “para crescer temos de consagrar outras alternativas”.

Pires de Lima garantiu que “existe interesse de empresas de operação privada no desenvolvimento na margem sul seja a opção Trafaria ou Barreiro, tal como existe no terminal de Alcântara”.

O responsável disse ainda que há estudos que ainda não estão concluídos e reafirmou que estes investimentos avançarão na medida que não exijam investimento público.

“Mais do que estudos económico-financeiros, entendemos que o verdadeiro teste ao modelo de negócio destes investimentos está no facto de existirem operadores privados interessados em investir”.

Apesar da decisão do Governo estar ainda por tomar, Pires de Lima assinalou que “não nos é indiferente a opinião dos autarcas margem sul”.

Em resposta aos deputados, Pires de Lima garantiu que o investimento no porto de Lisboa e de Sines são “complementares e não incompatíveis”. Até porque, revelou, “os operadores que estão interessados no crescimento do porto de Lisboa são operadores diferentes daqueles com que estamos a trabalhar no porto de Sines”.

“É um bom sinal da complementaridade das duas infra-estruturas”, sublinhou, acrescentando que “o crescimento do porto de Lisboa não deve ser visto como ameaça pelo porto de Sines”.

Leia o artigo original do Jornal de Negócios clicando aqui.

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