Depois de inauguradas as Hortas Urbanas de S. João, em Julho de 2013, pela então Presidente da Câmara Municipal de Almada, Maria Emília de Sousa, seguiu-se, cerca de dois meses depois, a atribuição dos 73 talhões que as constituem, aos candidatos seleccionados no concurso efectuado para o efeito.
Os trabalhos iniciais de preparação do terreno, envolvendo cava, retirada de pedras e de ervas daninhas, exigindo algum esforço físico, foi desde logo executado com grande entusiasmo e coragem tanto pelos “hortelões” como pelas “hortelãs”, representadas estas em grande número, sendo de destacar a fraca experiência de muitos destes neste tipo de actividade. Toda a formação e acompanhamento técnico
indispensáveis ao bom andamento dos trabalhos, compreendendo sessões teóricas e práticas, está a ser disponibilizado pela Câmara desde os primeiros dias, prevendo-se o seu prolongamento até ao mês de Junho do próximo ano. Seguiu-se a formação dos espaços de circulação e dos canteiros de cultivo dentro de cada talhão, a plantação das espécies escolhidas, com predominio de couves, mas incluindo também alfaces, cebolas, beterrabas e sementeira de favas, ervilhas e feijão, entre muitas outras, sendo a respectiva adubação feita de acordo com os princípios da agricultura biológica.
Apesar das pequenas dimensões dos talhões, entre os 26 e os 125 m2, estas culturas exigem e contam com presenças muito frequentes não só dos titulares como dos seus familiares e amigos, para tratamento de sachas, mondas das ervas, regas e limitação natural de pragas, tornando-se ainda, progressivamente, um local de convívio e aprendizagem.
Os improvisados “hortelões” começam agora a colher e a levar para casa os primeiros frutos do seu trabalho.


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