Mais Sobre Vigilância

SemVigilTambém o Jornal de Notícias se debruçou sobre o problema das praias sem vigilância e dos seus perigos. Há custos envolvidos, um deles é a vida. Este artigo foi escrito ainda antes do caso desta semana em Oeiras em que desapareceu um jovem de 16 anos.

O Notícias da Gandaia transcreve aqui o artigo de JOÃO PAULO COSTA, publicado no passado dia 10 de maio, procurando levantar este problema no nosso território, o qual interfere diretamente na nossa economia. Pode ler o artigo original clicando aqui.

Praias fora de época são paraísos armadilhados

Os dois jovens que morreram, no mês passado, no mar da Figueira da Foz foram as primeiras vítimas da “pré-época balnear”. Os estudantes do Porto, uma chinesa de 24 anos e um indiano de 23, desfrutavam da praia, quando foram traídos por uma bola que foi parar ao mar.

Se fosse verão, provavelmente teriam sido salvos pelos nadadores-salvadores do país do Mundo com menos casos mortais por afogamento nas praias de jurisdição marítima, como foi antes da época balnear, não havia vigilância e o pior aconteceu.

As praias são paraísos armadilhados nesta altura em que o calor nos puxa para o mar. Só no período da Páscoa, para além da tragédia na Figueira da Foz, o Instituto de Socorros a Náufragos registou três salvamentos – dois na Costa da Caparica e um em Carcavelos -, efetuados por nadadores-salvadores que estavam por acaso nos locais, revelou, ao JN, o comandante Nuno Leitão, da Autoridade Marítima Nacional (AMN).

Aposta dos municípios

Este quadro só é possível porque os municípios, apoiados muitas vezes pela sociedade civil, se preocupam cada vez mais em limpar as praias, muito antes do verão. O JN falou com autarcas de Gaia, Caminha, Ílhavo, Figueira da Foz, Pedrógão, Peniche e Costa da Caparica. Todos confirmam a regularidade das operações de retirada do lixo para deixar as praias em condições, conforme constatamos em três das mais procuradas do Norte e Centro (ver textos ao lado).

Tiago Braga, da Águas de Gaia, explica a preocupação com o conceito de que uma praia “é muito mais do que um local para se deitar ao sol, é um espaço de lazer, de prática desportiva, que pode ser feita durante todo o ano, daí a necessidade do areal estar impecável todo o ano”. Além disso, há praias que estão agora mais apetecíveis devido ao aumento do areal, por força do enchimento ou por questões naturais. São os casos de Moledo, Barra, Pedrógão, Costa da Caparica ou Moledo.

4100 nadadores-salvadores

Ninguém sabe quantas pessoas visitam as praias neste período. Não serão os 270 milhões de portugueses e estrangeiros que o fazem na época balnear, segundo os dados da AMN, mas são muitos milhares que não contam com os cerca de 4100 nadadores-salvadores que vão estar disponíveis, a partir de junho, nos 250 quilómetros de areal concessionado a 1250 bares e restaurantes (responsáveis pelo pagamento dos vigilantes).

Miguel Alves, presidente da Câmara de Caminha, considera que está na hora dos municípios “começarem a pensar” numa forma de haver vigilância nas praias nas épocas mais procuradas fora do verão. “Penso que poderemos envolver na solução a Proteção Civil Municipal, as associações de surf e outras entidades”, diz o autarca.

Nuno Leitão considera inviável a vigilância fora da época tradicional. “Não é sustentável, a vigilância deve ser feita por pessoas especializadas: nadadores-salvadores. No verão temos 4100, a maioria jovens, que estudam no resto do ano”, justifica o relações públicas da AMN. A solução para a segurança fora de época, acrescenta, é a prevenção e o cumprimento das regras.

 

 

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Jornal da Associação Gandaia

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