Quem Tramou o Nosso “Roger Rabit”?

Roger_Rabbit_promopicPrimeiro foram as galinhas. Agora foi o coelho.

Tal como anunciámos, o artista que construiu o nosso presépio considerou que deveria ser vivo, pelo que trouxe pintainhos e incluiu-os na representação, numa gaiola junto ao lago.

Grande sururu! Até o PAN (Partido dos Animais e da Natureza) nos ameaçou. Pelos vistos a gaiola não tinha jacuzzi nem televisão por cabo. Mas como a Gandaia não tem nada contra os animais, nem contra o PAN nem contra nada em particular, os pintos, que na verdade não paravam de crescer e já iam a meio caminho de galinhas, lá ganharam destino. Nesta quadra natalícia, irão estar decerto muito melhor acomodados numa panela, de preferência duma família que também não tenha jacuzzi nem televisão por cabo e, infelizmente, não têm também a atenção doPAN e de outros amantes das alimárias.

Entra então o coelho. Um coelho de estimação que, para o caso, se pode chamar Roger, ou Rogério, e que ali passou uns dias na companhia dos restantes membros do presépio e também dos trabalhadores e visitantes do Centro Comercial O Pescador.

Záz, grande bagórdia, até a GNR foi chamada!

Ora caros leitores, imaginem se há dois mil anos, mais coisa menos coisa, a GNR de Cafernaum ou de Belém, para o caso tanto faz, fosse chamada por causa das condições que a famosa gruta tinha para albergar a vaquinha e o jumento. Ainda o Menino Jesus nascia com um resfriado!

Sim, nós bem sabemos que não havia GNR nesses tempos e até que se duvida da presença dos animais na gruta, ou já não se duvida, pois entretanto perdi-me nessa polémica. Mas pensar nas condições dos quadrúpedes em vez de pensar nas da Sagrada Família seria decerto exagero. Convenhamos, com todo o respeito para a sua natureza religiosa, nesta comparação muito terrena…

Ora, a GNR teve o bom senso de nem sequer intervir. Apenas ficou uma senhora muito chocada com as condições do coelho.

Pessoalmente, sei muito bem que coelho eu escolheria para colocar na nossa capoeira, que mesmo assim, com vista para o lago e abundância de comidinha, estaria talvez melhor que no seu agora famoso apartamento de Massamá. Mas adiante.

Então, não querem lá ver que o bom do Coelho Rogério, ou Roger Rabit, desaparece? Exatamente. Não sabemos se o PAN terá um braço armado, uma falange de ninjas que libertam animais atormentados (que não têm jacuzzi nem TV por cabo, apesar de terem vista para o lago), ou se alguma alma mais belicosa resolveu tratar do assunto pelas próprias mãos, ou se o próprio coelho se aborreceu de esperar que as figuras do presépio ganhassem vida, ou, finalmente, se alguém considerou que o coelho teria muito melhor destino numa panela (talvez a mesma das galinhas). Não se sabe. O certo é que só lá está a residência (ainda com vista para o lago).

Ainda foi aventada a hipótese de chamar as autoridades para participar o desaparecimento, mas, enfim, nós até achamos que eles têm mais do que fazer. E depois, quem sabe se o nosso coelho decidiu emigrar para Hollywood seguindo o convite do outro Coelho, o de Massamá? É que os números da emigração presente já ultrapassam os dos anos 60. De resto, não consta que o PAN tenha alguma posição sobre esse assunto…

 

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