Seconda Pratica Ensemble no Auditório Costa da Caparica: 11 e 12 de julho, 21:30h

Seconda Pratica

Uma oportunidade única para dois concertos de grande qualidade no Auditório Costa da Caparica, nos próximos dias 11 e 12 de julho pelas 21:30 horas.

Concerto de dia 11: O Sonho de Moliére, Concerto de dia 12: As Paixões – Tragédia de Bolso.

Seconda Pratica Ensemble é um jovem grupo especializado na apresentação do repertório dos séculos XVII e XVII para um público do século XXI. Formado em Amesterdão, com membros originários dos quatro cantos do mundo, embora com uma formação recente realizou já  projectos para diversas instituições como a Universidade de Leiden, Maison Descartes – Amesterdão e UNICEF.

O nome Seconda Pratica é, simultaneamente, uma homenagem à sua figura fundadora, Claudio Monteverdi, mas também uma declaração da nossa missão: – envolvermo-nos com um repertório histórico de uma forma revitalizadora sem nunca perder de vista a nossa inevitável modernidade.   Da mesma forma que no século XVII, a Seconda Pratica, se destacou da prática musical tradicional, também músicos como nós, envolvidos com o movimento IHI (Interpretação Historicamente Informada), somos confrontados com a constante designação de puristas ou excêntricos, por parte do sistema musical. Como resposta a esta tendência o Seconda Pratica Ensemble propõe uma mistura de rigor académico com divertimento artístico, de forma a permitir que tanto o público como o repertório dialoguem nos nossos concertos de forma criativa.

A missão

A raison d’être deste grupo, está baseada na constante reinvenção da prática do concerto tradicional de forma a chamar a atenção do público mas também a preencher a nossa própria curiosidade com o objectivo de encontrar novas formas de tocar música. Tudo isto se tem traduzido em apresentações que vão dos concertos comentados, pequenas encenações, espectáculos transdisciplinares, multimédia e na mistura de diferentes repertórios com a finalidade de descobrimos e dar a conhecer as características singulares das obras de arte que interpretamos.

Das já muito reconhecidas e clássicas peças barrocas (Suites Orquestrais de Bach) a repertório bem menos conhecido –  senão mesmo esquecido (estreia holandesa de excertos do Le Dévin du Village de Rousseau) -, o eclectismo das nossas escolhas é tanto uma reacção a um mercado cultural em constante mudança, como colhe inspiração na efervescente vida musical dos séculos XVII e XVIII.

Mantendo o nosso compromisso com a interpretação historicamente informada e informando, desenvolvemos, continuadamente, com cada dos nossos projectos, relações estreitas e criativas com instituições académicas (Universidade de Leiden, Centre de Musique Baroque de Versailles),  especialistas no nosso repertório de eleição (Catherina Cessac, John Paul) e intérpretes experientes e mundialmente reconhecidos (Jed Wentz, Wilbert Hazelset, Claron McFadden, Emma Kirby). Todas estas contribuições constituem uma inesgotável fonte de inspiração que ajuda e enriquece os nossos espectáculos com uma subtil compreensão da sua mensagem.

Os músicos

Asuka Sumi – Violino

Asuka Sumi nasceu em Tóquio e iniciou-se no violino, aos 5 anos, com os seus pais. Mudou depois o seu foco de estudos para o violino barroco, completando o seu mestrado, neste instrumento, na Tokyo National University of Fine Arts and Music sob a direcção de Natsumi Wakamatuso. Neste momento especializa-se no Conservatorium van Amsterdam com os professores Lucy van Dael e Sophie Gent. Estudou também música de câmara com Masaaki Sizuki, Alfredo Bernardini e Walyhar van Hauwe.

Para além da sua participação em orquestras tais como a Académie Baroque Europeéne d’Ambronay 2010 e Academia Montis Regalis, toca e desempenha um papel significativo na formação de novos grupos de música de câmara tais como Ensemble Odysee, Il Tempo dell’Affetto e  Seconda Pratica Ensemble. Asuka trabalha também como intérprete independente, apresentando-se em festivais e cidades de toda a Europa e Ásia, nomeadamente, Bruxelas, Innsbruck, Basileia, Turim e Seul.

Julie Stalder – Violone

Julie Staldet nasceu na Suíça, estudou contrabaixo com os professores Franco Petracchi e Mirela Vedeva no Conservatório de Genebra, onde obteve o grau de bacharel com distinção. Continuou o seu mestrado em interpretação com Alberto Bocini que completou em 2012. Durante os seus estudos, interessou-se pela música antiga e começou a tocar em instrumentos de época em diferentes grupos, tendo tido a oportunidade de trabalhar com maestros como Gabriel Garrido, Leonardo Garcia Alarcon e Florence Mangloire, entre outros. Prossegue os seus estudos no Conservatorium van Amsterdam sob a tutela de Margaret Urquart, onde se especializa em viola da gamba e violone in G.

Como intérprete independente colabora com frequência com grupos como Les Agréments dirigido por Guy van Vaas, entre outros, e, em diferentes países europeus, designadamente, Suíça, Holanda, Bélgica e Alemanha.

Emilio Aguilar – Tenor

Emilio Aguilar nasceu na Argentina. Iniciou a sua educação musical como pianista, aos 9 anos, no Conservatório Gilardo Gilardi, na Argentina. Aos 15 anos iniciou as suas aulas de canto, tendo  abandonado o piano para se focar neste campo. Alguns anos mais tarde, começou a trabalhar com o movimento de música antiga argentino, fazendo parte das primeiras apresentações de música clássica e barroca com instrumentos de época, tais como as Carissimi de Jepthe, Stabat Mater de Scarlatti e a Missa Brevis Kv 259 de Mozart.

Em Setembro de 2009 ingressa no curso de canto clássico no Departamento de Canto Clássico do Conservatorium van Amsterdam com a professora Valerie Guillorit. O seu progresso técnico é monitorizado regularmente por Margreet Honig. Participou em inúmeras master classes ministradas por  Dame Emma Kirby, Maria Cristina Kiehr e Rosa Dominguez, entre outros.

Desde a sua chegada aos Países Baixos, estabeleceu uma forte reputação como intérprete versátil quer a solo quer em coro, com um repertório que vai de Desprez a Cage. Trabalha com vários coros na Holanda, designadamente, The Bach Choir of the Netherlands e o NKK –  Nederlands Kamerkoor.

Asis Marquez – Cravo

Asis Marquez nasceu em Madrid e começou os seus estudos musicais com a idade de 5 anos. No Real Conservatorio Superor de Música de Madrid, estudou piano, harmonia, contraponto e composição. Concluí aí  o seu bacharelato em cravo e baixo contínuo com a distinção “magna cum laude” sob a tutela de Alberto Martínez Molina.

Simultaneamente começou a trabalhar como director artístico de inúmeros grupos, dirigindo e tocando peças como Dixit Dominus e os Hinos da Coroação de G.F. Handel. Apresentou na XVIII Muestra de Música Antigua Castillo de Aracena as Sonatas para viola da gamba e cravo de J.S. Bach, bem como a primeira audição moderna das Folias Americanas de Calixto Alvarez.  Apresentando-se, ainda, nas mais importantes salas do seu país, nomeadamente, no Teatro Ateneo e no Teatro Real de Madrid.

Em 2009, algumas das suas composições para ensemble de câmara tiveram a sua estreia, designadamente, Canción del Parnaso e Quinteto de vientos. Compôs também um madrigal para coro e piano Gacela del niño muerto apresentado no programa EnAmorArte de Lorca pelo coro UC3M.

Actualmente está a terminar o seu programa de mestrado no Conservatorium van Amsterdam com o professor Richard Egarr.

Sofia Pedro – Soprano 

Sofia Pedro nasceu em Lisboa, Portugal, iniciou as suas aulas de canto com Joana Levy enquanto terminava a sua licenciatura em arqueologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Continuou os seus estudos musicais na ESML – Escola Superior de Música de Lisboa com Luís Madureira e no Royal Conservatorium of Brussels com Lena Lootens.

Em 2004 foi chamada a integrar o Coro de Câmara de Lisboa, com o qual manteve intensa actividade em Portugal e no estrangeiro, incluindo a gravação de dois CD.

Foi também convidada para desempenhar o papel de Belinda na obra Dido e Aeneas de Purcell, com o Atelier de Música Antiga dirigido por João Paulo Janeiro

Participou em master classes com Dame Emma Kirby, Claron McFadden, Maarten Koningsberger, Susan McCulloch, Susan Waters, John Potter e Silvia Ranalli.

A sua estreia como solista teve lugar no concerto de celebração dos 200 anos da consagração da Catedral de Angra do Heroísmo (Açores), lugar onde regressou para interpretar a Missa de D. Pedro IV.

Sofia Pedro vive e estuda na Holanda, onde prossegue a sua educação em canto clássico com Pierre Mak no Conservatorium van Amsterdam.

Jonatan Alvarado – Guitarra Barroca, Alaúde, Tenor 

Jonatan Alvarado nasceu na Argentina onde começou por estudar guitarra clássica no Conservatorio Martinez Zarate na sua cidade natal. Pouco depois iniciou a sua licenciatura em direcção orquestral e composição na Universidad Nacional de La Plata, tendo tido em simultâneo aulas privadas em Buenos Aires. Descobriu a música antiga enquanto cantava os Motetos de Bach sob a direcção de Michell Corboz.

Fundou a sua orquestra barroca, com a qual apresentou pela primeira vez na América Latina obras de Charpentier, Scarlatti, Telemann e Bach, incluindo a primeira audição da obra Johannes Passion em instrumentos de época. Estas apresentações incluíram um programa de Música Barroca Latino Americana que foi apresentado perante a Presidente da Argentina e transmitido na televisão nacional.

Depois de vários anos de trabalho no seu país, Jonatan Alvarado decidiu mudar-se para a Europa para desenvolver as suas capacidades como intérprete de contínuo e cantor, com o objectivo de trabalhar para lá da tradicional concepção de maestro. Esta busca levou-o ao Conservatorium van Amsterdam, onde actualmente prossegue os seus estudos em canto antigo com os professores Xenia Meijer e Martin Koningsberger e baixo contínuo em instrumentos de corda com os professores Fred Jacobs e Thérèse de Goede.

Nuno Atalaia – Director Artístico, Flauta

Nuno Atalaia nasceu em Lisboa, Portugal. Iniciou, aos 10 anos, os seus estudos no Instituto Gregoriano de Lisboa, tendo prosseguido estes estudos na ESML – Escola Superior de Música de Lisboa. Licenciou-se em flauta de bisel no prestigiado Koninklijk Conservatorium Den Haag sob da tutela de Sebastien Marq e Dorothea Winter e em traverso com os professores Kate Clark e Wilbert Hazelset. Actualmente prossegue um programa de mestrado, resultado da associação da Universidade de Leiden e do Koninklijk Conservatorium Den Haag, onde pretende juntar os princípios do movimento IHI (Interpretação Históricamente Informada) com os novos desenvolvimentos da teoria crítica cultural e da filosofia.

Nuno Atalaia é também um autor publicado e premiado (Edição 2007 – Prémio Literário Correntes d’Escrita/Papelaria Locus e Edição 2007 – Prémio Literário José Luís Peixoto – Menção Honrosa).

Trabalhou com diversos grupos e coros em diversos países, desde Marrocos à Argentina. Em 2011 foi convidado pelo Koninklijk Conservatorium Den Haag para dirigir um projecto orquestral com alunos do departamento de música antiga, sobre a música e personalidade do compositor do barroco francês J.B Lully. Em 2012 foi também convidado pela Maison Descartes de Amesterdão, pela Universidade de Leiden e pelo Royal Conservatorium of Amsterdam para dirigir um novo projecto centrado em Rameau.

Participou em inúmeras master classes, tais como Curso de Música Antiga de Tomar, Sund Early Music Summer Course ou Amsterdam Conservatoire Early Music Master Classes. Estudou e trabalhou com Peter Holtslag, Jill Feldmann, Maria Christina Kiehr, Ketil Haugsand, Jed Wentz, Barthold Kuijken, Wieland Juijken, Paolo Pendolfo e Gustav Leonhardt, entre outros.

Em 2012 e integrando o Ensemble Heptachordum ganhou o prestigiado Prémio Jovens Músicos / Antena 2 na categoria de música barroca, tendo este Ensemble realizado um concerto no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian que foi transmitida pela RTP.

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