Naufrágio do “YURI” na Fonte da Telha

iuriO barco de pesca “YURI” naufragou hoje em frente à Fonte da Telha com 5 pescadores a bordo. Quatro estão já a salvo, segundo o comunicado da Marinha:

“O Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa), com o apoio da Capitania do Porto de Lisboa, coordenou, durante a noite de ontem e madrugada de hoje, a operação de busca e salvamento de cinco tripulantes da embarcação de pesca “IURI”. A embarcação afundou quando se encontrava a navegar a dois quilómetros a oeste da praia da Bela Vista – Costa da Caparica.

Nas buscas participaram o NRP Águia, um EH-101 da Força Aérea Portuguesa, a embarcação salva-vidas “S/R 40” do Instituto de Socorros a Náufragos de Cascais, uma embarcação semirrígida da Polícia Marítima (PM) de Lisboa, a UAM “CIRRO”, uma mota de água da concessão da Praia do Rampa e ainda quatro embarcações de pesca local.

Até ao momento, foram resgatados quatro pescadores com vida que foram transportados para o hospital Garcia de Orta, em situação estável. Neste momento encontra-se um pescador desaparecido.

As operações de busca prosseguem no local com o NRP Águia que será rendido pelo NRP Pégaso, a aeronave EH-101 da Força Aérea Portuguesa e pela UAM “CIRRO”, juntar-se-ão às buscas o salva-vidas do Instituto de Socorros a Náufragos e a UAM Tubarão da PM. Em terra as buscas estão a ser feitas por equipas da Polícia Marítima.”

O Notícias apurou ainda junto da Marinha que a embarcação “Yuri” está registada na Trafaria e tem como proprietário o Sr. Vitor José Pereira de Campos..

Ver o comunicado da MARINHA clicando aqui.

O Notícias contactou ainda uma fonte local que nos deu informações adicionais. Segundo essa fonte, o naufrágio ocorreu a 700 metros da praia, o que é mais credível com a faina da Arte-Xávega, entre a praia da Bela Vista e a chamada Praia 19. Ainda segundo a nossa fonte, a tripulação não era experiente, mas era da margem sul.

O naufrágio terá ocorrido devido á corda que se partiu e a tripulação tentou recuperar a rede para dentro do barco, ligando o motor, o que originou uma grande entrada de água à ré. “Nestas situações, é uma questão de segundos”, comentou.

O rapaz que ainda não foi encontrado, tinha 19 anos e, conforme os outros náufragos revelaram à nossa fonte, entrou em pânico, gritando muito na água. “Depois, a partir de certa altura, nunca mais o ouvimos” confessaram com tristeza.

Todos os pescadores da Fonte da Telha sairam logo ao mar mal souberam do sucedido tentando salvar os seus camaradas, gritando na noite. Conseguiram recuperar quatro. Queixam-se da demora dos meios de salvamente, cerca de duas horas, e da forma como os meios de segurança, nomeadamente os coletes, são distribuidos e fiscalizados.

“Nada justifica uma tragédia destas a alguns metros da costa!” comentam.

Queixam-se ainda das operações de salvamento estarem a ser efetuadas em zonas improváveis e demasiado distantes da costa. Conforme a Marinha referiu, o naufrágio ter-se dado a dois quilómetros é inconsistente com a distância em que as embarcações de Arte-Xávega costumam operar. Ainda segundo a nossa fonte, as operações de salvamento não têm em conta aquilo que os pescadores da Fonte da Telha conhecem das marés e do comportamento do mar.

 

 

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Jornal da Associação Gandaia

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