Um 1964 Diferente

Uma foto que me transporta ao já longínquo ano de 1964. Sei que é dessa data porque a minha perna direita está engessada depois de a ter fracturado no dia 10 de Junho ao pegar um toiro de caras  na arena do Campo Pequeno. Como tive de ser operado duas vezes não sei precisar a data exacta da mesma. Era dia de ir, com o meu querido Pai, para dar uns tiros, às rolas ou aos tordos, mas pela roupa que visto, parece-me que é para irmos aos tordos, pois a roupa não é propriamente de Agosto, época das rolas.

Que saudades destes tempos e que recordações que guardo dessa juventude que já passou. Passados dois anos, em 11 de Novembro de 1966, o meu Pai morreu e acabaram essas caçadas que eu adorava. Com a sua partida eu herdei o carro que está junto de nós. O velho “carocha” foi o meu primeiro carro. Nessa altura já com 27 anos, casado e pai da minha filha e empregado como Regente Agrícola, na Comissão Reguladora do Comércio de Arroz, e com casa em Coruche, ainda não tinha nunca tido um automóvel. Ganhava bem mas eram outros tempos. Hoje quem tem 18 anos tem logo um para se deslocar. Outros tempos que já passaram  e que esta foto me trás à memória tantas recordações… “Saudade vai-te embora do meu peito tão cansado” como cantava a grande Amália.

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