O presidente da Estradas de Portugal considerou que a A33, entre a via rápida da Caparica e o Barreiro, ficou concluída e “manteve o essencial” da obra original apesar da renegociação do projecto com o concessionário.
A A33, a funcionar já em pleno, atravessa os concelhos de Almada, Seixal e Barreiro, e permite a distribuição de todo o tráfego da margem esquerda do Tejo, designadamente os itinerários que utilizam as pontes 25 de Abril e Vasco da Gama.
O que não vem nas notícias é que custa praticamente o dobro do que indo pela A2, pois o percurso entre a Ponte 25 de Abril e a saída para o Barreiro/Montijo é gratuito, as portagens são depois. Como se trata de pagamento automático, só depois de receber a conta em casa é que se percebe a diferença.
Não deixa de nos fazer pensar na política de transportes e de construção da rede viária e os seus objetivos. Este é o melhor interesse do público? Para não falar da forma ostensiva como a sinalização “empurra” os automobilistas para as autoestradas e, neste caso, de forma flagrante, indica a A33 e omite a A2 como opção equivalente. Por exemplo, quem vem na A33 do Barreiro para a Caparica ou Lisboa, a única placa explícita é da A33, a A2 só dá Sul, dando a entender que se destina apenas a quem vai nessa direção. Lapso?
A Gandaia verificou.
Pior do que tudo, lançaram portagens na circulação interna da freguesia da Charneca, tal como defendido neste artigo do Rostos.pt.

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