Ornitologia Dá Título Mundial

Os pássaros são muito bonitos, mas raramente se lhes dá atenção. A não ser quando Paulo Santos deu um campeão mundial a Almada.

Como surgiu o gosto por esta actividade?

Em pequeno a minha mãe teve periquitos e eu sempre ajudei no que podia. Mas depois a vida deu outras voltas e numa altura menos boa da minha vida procurei nas aves algo para ocupar os tempos livres e principalmente ocupar a cabeça com coisas positivas.

Isso aconteceu por que altura

Em 2013 depois de alguma pesquisa fui a uma loja e comprei dois casais de pássaros exóticos (mandarins e bengalins) os mais baratos e fáceis de criar. Continuei em pesquisas e encontrei um clube da especialidade, o Clube de Ornitologia Almadense) no qual me inscrevi e logo comecei a ajudar na montagem das exposições e até na realização dos cartazes dessas mesmas exposições anuais. Desde então tenho participado em várias exposições regionais, nacionais e internacionais, conseguindo vários prémios em quase todas e sendo campeão nacional desde o primeiro ano em que participei em várias espécies. Nesta prática vim a descobrir que muitos amigos meus, aqui, da Costa da Caparica, se dedicavam a esta actividade, inclusive um deles é sócio fundador do COA.

Para quem não conhece, em que consiste a ornitologia desportiva?

No essencial é um concurso de beleza de aves, que concorrem em exposição, onde têm de se aproximar ao máximo de um padrão predefinido pelas federações nacionais e internacionais, no qual as aves concorrem em sessões próprias, cada uma na sua classe. Essas aves são avaliadas por juízes credenciados pelo um colégio de juízes (CNJ). Todos os anos há um exposição nacional que decorre de Norte a Sul de Portugal, o que não aconteceu este ano devido a realização do Campeonato do Mundo.

O que representa este titulo para si e para a modalidade?

Para mim é chegar a um patamar de excelência, É o ponto mais alto deste desporto. Este ano foi o culminar de uma mutação que tenho vindo a trabalhar na espécie diamante mandarim (bico amarelo). Esta mutação é uma mutação pouco vista, onde a principal diferença é a cor do bico e das patas, que muda para amarelo, sendo que, no ancestral, é vermelho vivo no bico. Nesta edição consegui o primeiro lugar em equipa macho e em equipa fêmea, e o segundo em individual na mesma categoria, mais um honroso terceiro lugar em híbridos de fauna europeia, o que provavelmente será uma estreia a nível nacional. Carla Pereira

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Jornal da Associação Gandaia

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