Almada Poente

O Projecto Habitacional de Almada Poente, programa do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) de construção pública para arrendamento, que foi apresentado na semana passada, prevê a construção de 3.500 habitações numa “nova cidade” com vista sobre Lisboa.

O concelho de Almada é apontado pelo Governo, como exemplo nacional da nova geração de políticas de habitação, estando prevista a construção ou reabilitação de um total superior a seis mil fogos.

Segundo a secretária de Estado da Habitação, a primeira fase deste projecto, num total de 28,5 milhões de euros para a construção de 284 fogos em quatro lotes, vai arrancar já, com os concursos públicos para o projecto de arquitectura e o de empreitada “até ao final do ano”. Estas primeiras casas devem estar prontas em 2023.

Para um total de 1097 fogos, o IHRU tem já orçamento de 125 milhões de euros.

Os restantes 2.500 fogos só poderão avançar após a aprovação do Plano de Urbanização Almada Nascente que, ainda de acordo com a governante, está “numa fase muito avançada” devendo estar concluído dentro de um ano e meio. Vão ser construídos apartamentos de tipologias T1 a T3, mas os preços das rendas não são ainda conhecidos.

O local, na encosta sobre o Tejo, à direita da Ponte 25 de Abril, para quem vê de Lisboa,  oferece condições excepcionais aos futuros residentes, com pouca densidade urbanística e perto do Metro Sul do Tejo, Hospital Garcia de Orta, Faculdade de Ciência e Tecnologia, auto-estrada, piscina e biblioteca públicas.

A Câmara de Almada aposta na reabilitação do parque habitacional municipal que integra 2.300 fogos dispersos por todo o concelhos. Segundo a autarca de Almada, 20% destas casas “precisam de obras urgentes ou muito urgentes”, que o município vai promover.

Inês de Medeiros destacou que foi já elaborado o regulamento municipal de acesso às habitações municipais, que se encontra em fase de consulta pública, e que o investimento na “dignidade do parque habitacional” vai servir para “alojar parte significativa da população que hoje vive em barracas” no concelho de Almada.

A autarca socialista especificou que através do programa 1.º Direito vão ser realojadas 400 famílias que vivem em barracas no no bairro do 2.º Torrão, 50 agregados familiares das terras de Lelo e Abreu, na Costa da Caparica, e dez famílias residentes junto à Escola da Trafaria.

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Jornal da Associação Gandaia

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