CDU acusa CMA de não fazer casas que prometeu

A cabeça de lista da CDU à Câmara de Almada nas próximas eleições autárquicas, Maria das Dores Meira, acusou esta quinta-feira a atual maioria PS de ainda não ter avançado com a construção de novas habitações prometidas em 2019.

“São 3.500 fogos que foram aqui anunciados em 2019, com pompa e circunstância, com ministros e secretários de Estado, mas não executaram nada. A construção de 264 fogos deveria ter começado de imediato e 1.100 fogos deviam começar até 2022. Mas nem o estaleiro está ainda no terreno. E preocupa-nos, acima de tudo, a [falta de casas de] renda apoiada”, disse.

A maior parte das pessoas que estão em lista de espera, que estão em barracas, não tem dinheiro para a renda acessível. E isso preocupa-nos de sobremaneira”, sublinhou Dores Meira, numa ação de campanha que começou no Cristo-Rei e percorreu várias ruas da cidade de Almada, no distrito de Setúbal.

Convicta de que o problema da falta de habitação no concelho “não poderá ser resolvido num único mandato, especialmente a falta de habitação de renda apoiada”, Maria das Dores Meira promete “mudar muita coisa” se vencer as eleições autárquicas em Almada e dá como exemplo o “trabalho realizado em Setúbal” nos últimos 20 anos.

Muita coisa vai ter de acontecer em Almada”, disse Dores Meira, que prometeu avançar com a requalificação da zona ribeirinha, da zona atlântica, alterações nas áreas da mobilidade e dos transportes e particular atenção à habitação, que “tem que ser muito cuidada para não desaproveitar o PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), as oportunidades de programas europeus e nacionais”.

Temos muito trabalho pela frente e as pessoas estão a perceber que esse trabalho pode acontecer com uma pessoa como eu, que tenho experiência e que fiz trabalho num município [Setúbal] durante 20 anos, um município que hoje se recomenda. Era um município gerido pelo PS, falido, cinzento, desorganizado, sujo. E hoje é o município que está ali como o melhor cartão de visita para poderem apreciar o trabalho e fazerem a comparação”, acrescentou.

De Setúbal para Almada, Maria das Dores Meira diz que a atual gestão socialista do município almadense “não só não construiu uma única escola ou qualquer equipamento cultural ou desportivo de relevo, como deixou degradar muitos dos que foram construídos ao longo de décadas pela CDU”.

Nem uma escola foi feita, nem uma escola foi reabilitada. Não foram construídos novos equipamentos culturais nem reabilitados os equipamentos que já existiam, há piscinas que estão fechadas. Hoje está uma piscina fechada na Charneca da Caparica, agora avariou a da Sobreda e a do Pavilhão dos Desportos do Feijó, que já esteve fechada cerca de um ano, está outra vez em risco de fechar”, disse.

A ainda presidente da Câmara de Setúbal referiu ainda que, apesar de ser autarca em Setúbal há duas décadas, conhece bem o concelho de Almada, onde reside há 52 anos e onde fez alfabetização, tendo sido fundadora de uma das primeiras comissões de moradores do país, quando tinha apenas 17 anos.

O atual executivo da Câmara Municipal de Almada é governado pelos socialistas com quatro eleitos, a CDU também tem quatro, o PSD dois e o BE um.

Além de Maria das Dores Meira (CDU), concorrem também à presidência da Câmara de Almada a atual presidente, Inês de Medeiros (PS), Nuno Matias (PSD/CDS-PP/Aliança/PPM/MPT), Joana Mortágua (Bloco de Esquerda), Vítor Pinto (PAN), Bruno Coimbra (Iniciativa Liberal) e Manuel Matias (Chega).

As eleições autárquicas estão marcadas para dia 26 de setembro.

Lusa

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